terça-feira, 9 de março de 2010

00721

Apenas o cansaço me entretém
E quando teço um sonho nada vejo
Prazer que imaginara tão sobejo,
A vida transcorrendo muito aquém.

A moça que pensava ser princesa,
Depois sem ter castelos, hoje é só
Do rei sequer sobrou poeira e pó,
O vento derrubando a fortaleza

E o solo aonde um dia cultivara
Já não produz senão estas daninhas,
Belezas que julgara serem minhas,
A sorte se propaga em fria escara,

E quando a poesia se desfez
O mundo se propôs em aridez.

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