terça-feira, 9 de março de 2010

00737

E quando me percebo; em tom profano
Vagando bar em bar, uma vadia,
A sorte sem destino não me guia
E a cada novo passo, novo engano.

Mesquinhos os desejos masculinos,
E se os satisfaço fico aquém,
Eu sei que este caminho não convém,
Mas nele pelo menos desatinos.

Viver tão solitária não permite
Que eu possa ter escolha, meu amigo.
Buscando algum prazer, tanto persigo
E não sei mais se existe algum limite.

Meu mundo sem ninguém é incompleto
Não tendo mais sequer algo concreto.

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