A vida se repete temerária
E nada do que quis ainda trago,
Viver sem teu carinho, sem afago
É como ser na vida uma alimária.
Os sonhos não consigo mais vivê-los
Realidade aos poucos me consome,
Na noite a solidão, terrível fome
Transborda nos terríveis pesadelos
E vendo que amanhece e é tudo igual,
Repete-se esta vida rotineira,
O amor que imaginara já se esgueira
E a seca vai tomando o meu quintal,
Pudesse ter ao menos uma chance...
Quem tanto espera, eu sei, nunca descanse...
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