terça-feira, 9 de março de 2010

00727

Mas teima e tenta ver a claridade
Quem tanto se acostuma: escuridão
E quando se entregando à tentação
Por mais que a vida atroz tudo degrade

A fútil sonhadora não descansa
E teima contra tudo e contra todos,
Mesmo que enfrente apenas os engodos,
Procura a fantasia calma e mansa.

Se a vida em turbulências já se fez
E nisso posso ver o meu retrato,
O mundo é tão feroz, cruel e ingrato
E nele se perdendo a lucidez

Mas teimo e uma esperança sempre vem
E sei que talvez haja um novo alguém.

Nenhum comentário: