terça-feira, 9 de março de 2010

00726

E nada do que quis ainda trago
Nem mesmo algum lampejo do que outrora
Se fez em alegria e me devora,
Causando tão somente dor e estrago.

Assisto aos meus momentos derradeiros
E neles a menina não está
Há tanto se perdeu e desde já
A seca destroçando os meus canteiros

Jamais imaginei jardim e rosa,
Somente em vãos espinhos fez-se a ceva
E a noite se embrenhando em dura treva
Aonde se queria maviosa.

Um coração em medo já se invade
Mas teima e tenta ver a claridade.

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